Episódio vivido pela atriz chamou atenção de pais nas redes sociais; especialistas explicam quando o sangramento pode estar relacionado à amamentação e quais sinais exigem avaliação médica

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O relato de Sthefany Brito sobre o momento de desespero vivido após seu filho recém-nascido golfar sangue mobilizou pais e mães nas redes sociais. A atriz contou que ficou assustada ao perceber a presença de sangue no conteúdo regurgitado pelo bebê e revelou que o diagnóstico foi de uma condição sobre a qual nunca havia ouvido falar.
Embora a cena seja alarmante, especialistas explicam que nem todo episódio de sangue no vômito ou no refluxo de um recém-nascido está relacionado a uma doença grave do bebê. Em alguns casos, a origem do sangue pode estar na própria amamentação.
Segundo a pediatra Dra. Renata Castro, uma das situações mais comuns é a ingestão de sangue materno durante as mamadas.
“Quando a mãe apresenta fissuras, rachaduras ou pequenos sangramentos nos mamilos, o bebê pode ingerir esse sangue durante a amamentação. Depois, ele pode aparecer no vômito, no refluxo ou nas fezes, o que naturalmente causa muita preocupação nos pais. Apesar do susto, muitas vezes o bebê está saudável e o problema está relacionado à mama materna”, explica.
A especialista destaca, porém, que a avaliação médica é indispensável sempre que houver sangue visível.
“O sangue nunca deve ser considerado normal sem investigação. Embora existam causas benignas, é importante que o pediatra avalie o recém-nascido para descartar alterações gastrointestinais, problemas de coagulação ou outras condições que exigem tratamento”, afirma.
O episódio também chama atenção para os desafios do período pós-parto, quando mães e bebês ainda estão se adaptando à amamentação. De acordo com a obstetra Dra. Lívia Del Monaco, lesões mamilares são frequentes nas primeiras semanas de vida do recém-nascido.
“As fissuras mamilares costumam acontecer principalmente quando existem dificuldades na pega ou no posicionamento durante a amamentação. Além da dor para a mãe, essas lesões podem provocar pequenos sangramentos que acabam sendo ingeridos pelo bebê durante as mamadas”, explica.
A médica ressalta que o acompanhamento adequado faz diferença para evitar complicações.
“Orientação sobre amamentação, correção da pega e cuidados com as mamas ajudam a prevenir fissuras e favorecem uma experiência mais tranquila para a mãe e para o bebê. Muitas vezes, um ajuste simples já reduz bastante o problema”, afirma.
Apesar de o diagnóstico relatado por Sthefany Brito estar associado a uma situação considerada benigna, os especialistas reforçam que qualquer presença de sangue em recém-nascidos deve ser avaliada por profissionais de saúde.
“Se o bebê apresentar sangue associado a irritabilidade intensa, dificuldade para mamar, febre, prostração ou qualquer alteração importante do estado geral, a avaliação deve ser imediata”, alerta Dra. Renata Castro.
O caso compartilhado pela atriz acabou servindo para ampliar a discussão sobre uma situação pouco conhecida entre os pais de primeira viagem. Embora nem sempre represente um problema grave, a presença de sangue no refluxo ou no vômito de um recém-nascido é um sinal que merece atenção e investigação médica para garantir a segurança do bebê.
Fonte: Obstetra Dra. Lívia Del Monaco – Pediatra Dra. Renata Castro

