Você já Ouviu Falar na Insuficiência Placentária e na Centralização Fetal?

As doenças hipertensivas gestacionais, trombofilias, o diabetes a obesidade, o hábito de fumar e o uso de determinados medicamentos podem gerar uma condição na gestação chamada de Insuficiência Placentária, que ocorre quando a placenta fornece menor suprimento sanguíneo do que o bebê precisa. Ainda que seja uma situação leve ou mais intensa, dispenderá de bastante repouso materno e monitoramento do obstetra.

Nos casos mais graves, pode ocorrer a centralização fetal. Trata-se de uma reação do organismo do feto em que existe a alteração da circulação sanguínea. Neste quadro, há um envio maior de fluxo para órgãos vitais como cérebro, coração e determinadas glândulas, enquanto rins, pulmões, esqueleto e baço passam a receber menos alimentação.

O corpo mantém o bebê vivo, mas ele não ganha peso e nem se desenvolve de forma normal, com comprometimento de seu desenvolvimento. E, caso isso ocorra, o obstetra pode ter que realizar o parto prematuramente, porque a centralização fetal pode ocasionar a morte do bebê.

Em algumas situações, o obstetra recorre a uma junta médica, tomando a decisão mais segura para que tanto a gestante quanto sua família e, claro, a criança em questão tenham o melhor atendimento.

A gestação programada ainda é a forma mais saudável de se prevenir contra problemas como este. Quando uma mulher consegue fazer o que chamamos de ‘one year pregnancy’, o preparo de um ano antes de engravidar, ela tem à disposição recursos que deixam a ‘casinha’ pronta para receber o ‘visitante’, ou seja, seu organismo fica saudável para a gestação.

O obstetra consegue, por meio da análise do quadro clínico daquela paciente, traçar estratégias, muitas vezes multidisciplinares, para que ela controle o peso, adote a atividade física como um estilo de vida, faça toda a suplementação necessária para deixar o organismo equilibrado, acerte seu sono, corrija defasagens intestinais e também possa diagnosticar alguma doença e a tratar a tempo.

Todas essas ações contribuem para que a Tentante não desenvolva hipertensão, diabetes e outras condições favoráveis a doenças gestacionais. 

Colunista: Dra. Mariana Rosario é ginecologista, obstetra e mastologista, membro do corpo clínico do hospital Albert Einstein.

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