Higienização técnica de pisos e superfícies é decisiva para interromper a transmissão de vírus e bactérias no ambiente escolar.

Com o retorno integral às aulas e o fim das emendas de feriado, as salas voltam a ficar cheias, o recreio ganha movimento e a rotina escolar se intensifica. O que nem sempre é visível, porém, é o aumento da circulação de microrganismos em ambientes fechados e de alto contato, um cenário que pode transformar a escola em um ponto de transmissão de vírus e bactérias que as crianças acabam levando para casa.
Diante desse contexto, a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp) reforça que a higienização das escolas precisa ser tratada como parte da estratégia de saúde pública, e não apenas como um cuidado estético ou operacional.
Segundo a entidade, ambientes coletivos exigem protocolos técnicos claros, com produtos de limpeza notificados e registrados, procedimentos padronizados e equipes treinadas. “Limpar não é apenas remover a sujeira visível. É necessário desinfectar corretamente para interromper o ciclo de transmissão de microrganismos”, destaca a associação.
O chão como ponto crítico
Na educação infantil, o piso é o principal território de exploração das crianças. É ali que elas brincam, sentam, engatinham e compartilham objetos. Por isso, práticas de limpeza doméstica não são suficientes para garantir segurança biológica em ambientes escolares.
De acordo com as diretrizes técnicas da Abralimp, a higienização escolar deve distinguir claramente duas etapas:
- Limpeza: remoção de resíduos e sujidades;
- Desinfecção: eliminação de microrganismos por meio de produtos adequados e tempo de contato correto.
Sem esse rigor técnico, a desinfecção pode não ocorrer de forma eficaz.
Práticas que fazem diferença
Entre os pontos de atenção destacados pela entidade estão:
- Evitar o uso de vassouras secas, que suspendem partículas no ar e redistribuem contaminantes sobre mesas, cadeiras e brinquedos;
- Estabelecer frequência adequada de limpeza em superfícies de alto toque, como maçanetas, carteiras, corrimãos e interruptores;
- Utilizar desinfetantes profissionais conforme orientação do fabricante, respeitando tempo de ação;
- Adotar sistema de cores para panos e equipamentos, evitando contaminação cruzada entre banheiros e salas de aula.
Além disso, a capacitação das equipes é considerada decisiva. Profissionais treinados conseguem aplicar corretamente protocolos, identificar falhas e reduzir riscos antes que se transformem em surtos de doenças respiratórias ou gastrointestinais.
Menos faltas, mais segurança
Escolas que adotam processos profissionalizados de limpeza tendem a registrar menor incidência de afastamentos por doenças infecciosas, beneficiando alunos, professores e famílias.
Para a Abralimp, a segurança sanitária deve ser vista como parte do projeto pedagógico da instituição. “A escola segura é aquela que entende que ambiente limpo é condição para o aprendizado”, reforça a entidade.
A associação também orienta que pais e responsáveis conversem com as instituições sobre os protocolos adotados, a frequência de higienização e o uso de produtos registrados.
Por meio da UniAbralimp, a entidade promove capacitação técnica e disseminação de boas práticas, defendendo que a limpeza profissional é uma das principais barreiras de proteção à saúde coletiva.
Fonte: A Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp) é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 1986, dedicada ao fortalecimento e à valorização do setor de higienização no Brasil.

