Especialistas explicam as diferenças entre condições frequentemente confundidas

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Sintomas semelhantes podem ter causas diferentes; diagnóstico correto é fundamental para evitar restrições alimentares desnecessárias
Dor abdominal, inchaço, diarreia, coceira, manchas na pele e mal-estar após as refeições são sintomas que muitas pessoas associam genericamente a uma “alergia alimentar”. No entanto, especialistas alertam que nem toda reação a um alimento é causada por uma alergia. Intolerâncias e sensibilidades alimentares também podem provocar desconfortos e exigem abordagens diferentes para diagnóstico e tratamento.
Durante a Semana Mundial da Alergia, celebrada entre os dias 29 de junho e 5 de julho, médicos reforçam a importância de identificar corretamente a origem dos sintomas para evitar restrições alimentares desnecessárias e garantir um acompanhamento adequado.
“Alergia, intolerância e sensibilidade alimentar são condições distintas, embora possam apresentar sintomas parecidos. O diagnóstico correto é essencial para definir a melhor conduta e evitar que o paciente elimine alimentos importantes da dieta sem necessidade”, explica Maria Gabriela de Lucca Oliveira, médica patologista clínica do DB Diagnósticos.
A alergia alimentar envolve uma reação do sistema imunológico a determinadas proteínas presentes nos alimentos. Em alguns casos, os sintomas surgem poucos minutos após a ingestão e podem incluir coceira, urticária, inchaço, dificuldade para respirar e até reações graves, como anafilaxia.
Já a intolerância alimentar ocorre quando o organismo tem dificuldade para digerir ou metabolizar determinado componente. Um dos exemplos mais conhecidos é a intolerância à lactose, que costuma causar gases, distensão abdominal e diarreia.
A sensibilidade alimentar, por sua vez, ainda é um tema em estudo e geralmente está associada a sintomas mais inespecíficos, como desconforto gastrointestinal, fadiga e sensação de mal-estar após o consumo de determinados alimentos.
Segundo a especialista, exames laboratoriais podem contribuir para a investigação clínica, especialmente nos casos de suspeita de alergias alimentares.
“Os exames auxiliam o médico a entender melhor o quadro do paciente e direcionar a investigação. O mais importante é que o diagnóstico seja feito de forma individualizada, considerando o histórico clínico e os sintomas apresentados”, afirma.
Os especialistas recomendam ainda procurar avaliação médica quando os sintomas são frequentes, recorrentes ou interferem na qualidade de vida. A automedicação e as dietas restritivas sem orientação profissional podem levar a deficiências nutricionais e atrasar o diagnóstico correto.
“Nem todo desconforto após uma refeição significa alergia. Entender a causa dos sintomas é o primeiro passo para um tratamento adequado e para uma alimentação mais segura e equilibrada”, conclui.
Fonte: Maria Gabriela de Lucca Oliveira, médica patologista clínica do DB Diagnósticos. O DB Diagnósticos é uma das maiores empresas de medicina diagnóstica do Brasil, com atuação nacional e foco em inovação, tecnologia e excelência laboratorial.

