As consequências do NÃO na infância

Dizer não para os pequenos vai ajudá-los a enfrentar melhor os problemas que surgirão ao longo do seu crescimento e na vida adulta

Choro, birras, manhas, gritos e caras feias, essas são algumas das consequências enfrentadas pelos pais ao negar algo para os seus filhos. Porém nós, adultos, sabemos que o não faz parte da vida e que vamos encará-lo com frequência ao longo da nossa vida. Mas e as consequências do não para a criança? De acordo com a supervisora do setor de psicologia do Núcleo Paraense de Recuperação Motora Cognitiva e Comportamental (NUPA), Márcia Kloss, dizer não também é um ato de amor.

Ao fazer isso, o adulto estipula limites e ensina os pequenos a trabalhar a paciência e a frustração. Crianças que os pais têm dificuldades em dizer não tendem a desenvolver problemas ao lidar com esses sentimentos. Às vezes, é necessário negar o desejo dos pequenos para que eles consigam desenvolver uma atitude saudável sobre isso, além de aprender que nem sempre seus desejos podem ser realizados. E como dizer não sem que isso se torne um problema e ajude a criança a se desenvolver de forma saudável?

Diga não e explique o motivo – ao mesmo tempo em que os pais dizem não, devem explicar o porquê daquela atitude para que a criança entenda melhor o que está acontecendo; ofereça outras opções – quando você nega determinado pedido você pode oferecer novas opções à criança, explicando como ela pode conseguir aquilo, esperar a idade apropriada, uma data comemorativa etc.; não diga não toda hora – negar as coisas em demasia também pode atrapalhar o desenvolvimento. Experiências boas e ruins são importantes para o crescimento de qualquer ser humano.

E, por fim, não tenham medo de dizer não. “Muitos pais têm essa dificuldade. Não sabem lidar com as limitações ou não querem desagradar os filhos e não querem lidar com as consequências que a negação pode trazer naquele momento. Porém, com isso, a tendência de problemas no desenvolvimento social do indivíduo será grande na adolescência e na vida adulta. Esse conhecimento, evolução e desenvolvimento só é adquirido mediando os nãos que ela receberá durante a infância”, avalia Márcia.

Márcia Kloss

Supervisora do setor de psicologia do Núcleo Paraense de Recuperação Motora Cognitiva e Comportamental (NUPA)

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