Dia do Cérebro: pequenas mudanças na rotina podem proteger a saúde cerebral ao longo da vida

Especialista da Academia Brasileira de Neurologia explica como sono, alimentação, atividade física e conexões sociais ajudam a preservar a memória e reduzir o risco de doenças neurológicas.
Cuidar do cérebro vai muito além de fazer palavras cruzadas ou tentar exercitar a memória. A ciência mostra que escolhas feitas todos os dias, como dormir bem, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada e cultivar boas relações sociais, têm impacto direto na saúde cerebral.
No Dia Mundial do Cérebro, celebrado em 22 de julho, a Academia Brasileira de Neurologia (ABN) reforça a importância da prevenção para preservar a qualidade de vida em todas as fases da vida.
Embora o envelhecimento seja um processo natural, a perda das funções cognitivas não é inevitável. A adoção de hábitos saudáveis ajuda a proteger o cérebro, favorece o desempenho das funções cognitivas e reduz o risco de doenças como acidente vascular cerebral (AVC), demências e outras condições neurológicas. Além disso, cuidar da pressão arterial, da glicemia, do colesterol e evitar o tabagismo são medidas que também fazem parte dessa proteção.
Para o neurologista Dr. Marcos Lange, membro da Comissão de Estilo de Vida da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), a combinação de diferentes hábitos é o que oferece maior proteção ao cérebro. “Os hábitos com melhor respaldo são: atividade física regular, sono adequado, alimentação saudável, controle dos fatores vasculares, estímulo cognitivo, vínculos sociais.”
Nem sempre os riscos à saúde cerebral são percebidos de imediato. Dormir pouco, permanecer muitas horas sentado, ignorar doenças como hipertensão, diabetes e apneia do sono, viver em meio ao excesso de telas e notificações, consumir muitos alimentos ultraprocessados, fumar, abusar do álcool e até o isolamento social são hábitos que, silenciosamente, podem comprometer o funcionamento do cérebro e aumentar o risco de declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas. A boa notícia é que pequenas mudanças na rotina já podem fazer diferença.
Caminhar diariamente, manter horários regulares para dormir, controlar a pressão arterial, reduzir o consumo de ultraprocessados, fazer check-ups periódicos e preservar o convívio social são atitudes acessíveis que ajudam a proteger o cérebro em qualquer fase da vida.
Como destaca o neurologista Dr. Marcos Lange “A curto prazo, as pessoas podem esperar mais energia, melhor sono, maior clareza mental, melhora do humor, melhor atenção e maior sensação de controle. A longo prazo, os benefícios incluem menor risco de AVC, demência, depressão, fragilidade, perda funcional e declínio cognitivo.”
Muito além de prevenir doenças, cuidar do cérebro significa investir na capacidade de aprender, lembrar, trabalhar, conviver e manter a independência ao longo dos anos. No Dia Mundial do Cérebro, especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para envelhecer com mais saúde e preservar aquilo que nos torna quem somos.
Fonte: ABN: A Academia Brasileira de Neurologia é a entidade representativa dos neurologistas brasileiros, fomentando a pesquisa e garantindo as melhores práticas clínicas para a saúde cerebral da população.

