Higiene Bucal Durante a Gravidez: Estudos Apontam Associação entre Doença Periodontal Materna e Parto Prematuro

Pesquisa mostra que uso perinatal de goma de mascar de xilitol resultou em uma redução significativa de 12,6% dos partos prematuros

Durante a gravidez, é muito comum a ida ao obstetra, realização de exames, orientação para uma alimentação balanceada, mas importante também cuidar da higiene oral, pois isso pode afetar a saúde bucal do seu bebê.

Entre os impactos que as alterações fisiológicas causam na saúde bucal das gestantes estão a possibilidade de aumento dos níveis de inflamação periodontal devido à higiene bucal inadequada associada a alterações nos níveis hormonais. Pode causar desconforto e levar à perda de dentes se não for tratada adequadamente. Em um processo chamado de imprinting materno, a mãe passa a composição de seu microbioma (a soma da microbiota do corpo humano), seja ela boa ou ruim, para o bebê. Se a mãe tiver um bom microbioma oral, ou seja, se tiver uma boca saudável, seu bebê também terá uma boca saudável.

Além disso, a higiene bucal da mãe tem impacto no nascimento do bebê. Existe uma associação entre doença periodontal materna e parto prematuro. Um estudo realizado no Malawi, o país com a maior taxa de parto prematuro conhecido (22%), com mais de 10 mil mulheres, mostrou que o uso perinatal de goma de mascar de xilitol resultou em uma redução significativa 12,6% dos partos prematuros. Outras pesquisas indicaram que as mulheres grávidas com placa são mais propensas a dar à luz antes de 37 semanas e que 45% daquelas que tiveram seus bebês precocemente tinham gengivas inchadas, doloridas ou infectadas. Acredita-se que as bactérias na placa percorrem a placenta através da corrente sanguínea, fazendo com que ela fique inflamada. 

As mudanças comportamentais das gestantes relacionadas à maior frequência de consumo de açúcar e higiene precária também aumentam a chance de as mulheres apresentarem cárie. Os cuidados durante a gravidez são os mesmos, pois os dentistas sempre aconselham a escovação, o uso de fio dental e o uso de flúor. O problema é quando as gestantes não escovam os dentes após as refeições e, por serem mais sensíveis, podem apresentar sinais como gengiva inflamada, vermelhidão e sangramento durante a escovação.

Após o nascimento do bebê, a amamentação favorece o desenvolvimento da musculatura e dos ossos do rosto do bebê. Esse movimento funciona como um exercício oral, promovendo a respiração nasal, a fala e o desenvolvimento das arcadas dentárias. É nesse período da vida da criança que se estabelece um ambiente bucal saudável e é o que levará a uma vida inteira de dentes e gengivas saudáveis.

Uma pesquisa mostrou que o uso do xilitol no início da vida de uma criança terá efeitos duradouros, diminuindo as bactérias causadoras de cárie na boca. Cientistas analisaram durante um período de dois anos se o consumo de xilitol pelas mães poderia ser usado para prevenir a transmissão mãe-filho da bactéria estreptococos (encontrada na garganta) em comparação com o uso de clorexidina e flúor. Após esse período, 9,7% das crianças no grupo xilitol, 28,6% no grupo clorexidina e 48,5% no grupo verniz fluoretado apresentaram nível detectável de bactéria indicando que o consumo habitual de xilitol pelas mães reduz a probabilidade de transmissão mãe-filho de estreptococos.

Dr. John Peldyak, dentista e membro do conselho de programas da Academia Americana de Saúde Oral Sistêmica (AAOSH) diz que o xilitol perinatal é uma estratégia de autocuidado simples, agradável e altamente eficaz. “O xilitol bloqueia fatores nocivos ao mesmo tempo em que apoia os mecanismos naturais de proteção que constroem e mantêm dentes e gengivas fortes. Se as estruturas dentárias quebrarem, nossa saúde geral estará ameaçada”.

Fonte: Xlear Inc. (pronuncia-se “clear”) tem sido reconhecida como a principal fabricante de produtos à base de xilitol na América do Norte.

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