Mal-Estar Abdominal x Câncer de Cólon

Com um diagnóstico precoce, esse tumor apresenta 90% de chances de cura


Em nosso sistema digestivo, a maior parte do intestino grosso é composta pelo cólon, localizado em sua parte central e composto por diversas camadas de tecido, com aproximadamente 1,5m de comprimento e participa ativamente do processo de digestão dos alimentos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer — INCA, o câncer de cólon e reto (parte final do intestino) é o terceiro mais comum entre os homens e mulheres no Brasil, mas felizmente é tratável e, na maioria dos casos, quando detectado precocemente, curável.

Dra. Walkiria Tamelini, Oncologista Clínica no São Cristóvão Saúde, comenta sobre a doença e específica seus principais sintomas. “Normalmente, o momento ideal para procurar um especialista é se o paciente apresenta sinais e sintomas que podem estar relacionados, como:

  • Dor abdominal, que pode ser caracterizada como um ‘’mal-estar’’;
  • Quadro de constipação com intermitência de quadros de diarreia;
  • Sangue nas fezes, de vermelho ‘’vivo’’ ou escuro, deixando as fezes com coloração diferente.

O profissional médico também avaliará os diferentes fatores de risco para o câncer de intestino e encaminhará o paciente para realizar exames e dar o diagnóstico, diferenciando câncer de outros incômodos intestinais”, esclarece a especialista. Assim, o paciente deve realizar um exame de imagem abdominal e um exame de colonoscopia — com o exame da presença de alguma anormalidade no interior do colón, será realizado uma biopsia ou extração da lesão e encaminhada para avaliação anatomopatológica e assim se dará a confirmação de um tumor maligno ou benigno.

“O câncer de cólon pode ter cura desde que seja precocemente diagnosticado e tratado com cirurgia (remoção da porção do intestino comprometida) com /ou linfadenectomia, quando indicada a remoção de linfonodos da região afetada”, esclarece Dra. Tamelini, ressaltando que as possibilidades de tratamento e cura dependem do resultado desses exames. “Quando a doença está avançada, progredindo pelas estruturas abdominais, principalmente no fígado (metástases), ou afetando órgãos como pulmão (metástases), dependemos da extensão e da resposta ao tratamento oncológico, e nesses casos traz risco de morte”, complementa Dra. Walkiria.

Ao tratar sobre o câncer colorretal, algumas formas de prevenção são destacadas pelo INCA:

  • A manutenção do peso corporal adequado (verifique com o uso de uma calculadora de IMC);
  • Prática de atividade física, movimentando-se diariamente ou na maior parte da semana;
  • Alimentação saudável, composta por alimentos in natura e minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, cereais integrais, feijões e outras leguminosas, grãos e sementes;
  • Evitar o consumo de carnes processadas (por exemplo salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru, salame) e limitar o consumo de carnes vermelhas até 500 gramas de carne cozida por semana;
  • Não fumar e não se expor ao tabagismo.

Com um padrão de alimentação rico em fibras, além de promover o bom funcionamento do intestino, auxilia no controle do peso corporal.

Lembre-se de que as informações dessa matéria visam apoiar e não substituir a consulta médica. Procure sempre uma avaliação junto a um profissional e atente-se aos sinais de seu corpo. Caso seja diagnosticado, é importante realizar o acompanhamento médico após o tratamento para monitoramento de recidivas ou novos tumores.

Autora: Dra. Walkiria Tamelini, Oncologista Clínica no São Cristóvão Saúde

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