Miopia infantil: como essa condição pode afetar a autoestima das crianças e o desempenho na escola

Com as crianças passando mais tempo em frente às telas dos aparelhos eletrônicos e menos tempo praticando atividades ao ar livre, especialmente por conta do distanciamento social, a preocupação com a saúde ocular só tem aumentado. Uma pesquisa realizada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) revelou que, durante a pandemia, houve um aumento no número de casos de miopia infantil. Para a OMS, essa condição que é caracterizada pela dificuldade em enxergar claramente a distância, já é considerada como uma epidemia. O que muitos pais não sabem é que, se for detectada precocemente, a miopia infantil pode ser tratada e causar menos impactos a visão quando a criança atingir a idade adulta.

“Existe uma grande dificuldade que enfrentamos normalmente é que os pais ficam apreensivos em levar os filhos ao oftalmologista, com medo de que o filho precise usar óculos e acabe sofrendo algum tipo de bullying. As crianças precisam ser examinadas por um oftalmologista com a mesma regularidade que passam no pediatra, para que possíveis problemas de visão possam ser detectados logo nos primeiros anos de vida. Complicações da visão relacionadas às altas miopias no decorrer da vida podem levar inclusive à perda irreversível da visão”, comenta a Dra. Tânia Schaefer, médica oftalmologista e presidente da Sociedade Brasileira de Lente de Contato – SOBLEC.

A opção de correção de miopia por meio de cirurgia não é indicada para quem tem menos de 21 anos, dependendo da estabilidade do grau e de outros fatores. Contudo, existem hoje tratamentos para reduzir a progressão da condição e contribuir para o bem-estar da criança. “Hoje já temos a opção de tratamento com lentes de contato, que não apenas corrigem a visão, como comprovadamente por evidências cientificas podem reduzir em até 59% a progressão da miopia infantil. Se uma das justificativas para não levar a criança ao oftalmologista era o receio que ela precisasse usar óculos, agora podemos trabalhar com essa alternativa”, explica a Dra. Schaefer.

De fato, para algumas crianças usar óculos pode ser um gatilho para problemas emocionais. O medo do bullying, a dificuldade para brincar e praticar esportes de forma mais livre e a preocupação de perder ou quebrar os óculos e levar bronca dos pais são alguns fatores que deixam os pequenos mais apreensivos. “O tratamento da miopia infantil por meio de lentes de contato é uma inovação que não impacta apenas na melhoria da saúde, mas também tem reflexos positivos em questões sociais e psicológicas. A criança passa a se sentir mais independente e livre, com maior sensação de pertencimento entre os colegas. Já os pais não precisam se preocupar se o(a) filho(a) vai tirar os óculos na escola, por exemplo.”, comenta Taís Bento, pedagoga e umas das fundadoras do projeto SOS Educação.

Dicas

Além de levar os filhos em consultas regulares no oftalmologista, os pais devem ficar atentos se a criança:

• Permanece muito próximas às telas para conseguir assistir;

• Mantém livros perto do rosto durante a leitura;

• Não enxerga objetos distantes;

• Pisca excessivamente;

• Reclama constantemente de dor de cabeça;

• Esfrega os olhos com frequência;

• Está com dificuldade de aprendizado na escola.

“Já assisti situações de pais que inicialmente achavam que as dificuldades na escola pelo filho, eram questões cognitivas, sendo que na realidade o problema era a criança não estar enxergando nitidamente, por isso é fundamental que estejam alertas aos sinais”, recomenda a Dra. Tânia Schaefer.

Dra. Tânia Schaefer

CooperVision, uma unidade da CooperCompanies (NYSE: COO), é uma das líderes mundiais na fabricação de lentes de contato gelatinosas.

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