Oscilações hormonais podem aumentar a oleosidade da pele durante a gravidez; saiba o que é mito, o que é verdade e quais cuidados devem ser adotados com segurança para proteger a mãe e o bebê

O período da gestação traz consigo uma série de transformações fisiológicas e hormonais que impactam diretamente a saúde da pele. Entre as queixas mais comuns nos consultórios dermatológicos está o surgimento ou agravamento da acne, condição que exige cautela redobrada no uso de tratamentos tópicos e medicamentos. Para orientar as futuras mães, a Dra. Patrícia Ang, médica dermatologista da Pro Matre Paulista, detalha as melhores práticas e esclarece informações equivocadas que circulam sobre o tema.
“Mesmo sendo mais frequente no primeiro trimestre da gestação, a acne pode surgir em qualquer fase. E, embora muitos tratamentos sejam amplamente utilizados fora do período gestacional, eles não são seguros para o bebê, especialmente substâncias com potencial teratogênico”, explica a especialista.
Mitos e Verdades: orientações baseadas em segurança materno-fetal
- Gestantes podem usar qualquer ácido? Mito.
Retinoides tópicos e ácido salicílico em altas concentrações devem ser evitados. Ativos seguros, como ácido azelaico, podem ser utilizados sob orientação médica. - A alimentação interfere na acne? Verdade.
Dietas com altos índices glicêmicos podem exacerbar processos inflamatórios e aumentar a oleosidade. - O uso de fotoproteção é indispensável? Verdade.
A maior predisposição ao melasma exige proteção solar rigorosa, preferencialmente com filtros minerais e pigmento, que atuam como barreira física. - Espremer lesões piora o quadro? Verdade.
A manipulação aumenta riscos de manchas, cicatrizes e infecções. - Lavar o rosto várias vezes ajuda? Mito.
Isso pode gerar irritação e efeito rebote. O ideal é uma rotina equilibrada com produtos específicos.
Rotina de Cuidados Recomendada
Segundo a dermatologista, o manejo adequado envolve sabonetes neutros ou específicos para peles sensíveis, evitando lavagens excessivas que causem efeito rebote. A hidratação também é essencial, com produtos oil-free e que não obstruam os poros.
“O mais importante é que a mulher não se automedique. O acompanhamento conjunto entre o obstetra e o dermatologista garante que a gestante mantenha a autoestima e a saúde da pele sem comprometer a segurança da gestação”, finaliza Dra. Patricia.
Fonte: Dra. Patrícia Ang, médica dermatologista da Pro Matre Paulista -Com 89 anos de tradição, a Pro Matre é referência em cuidado materno e neonatal, unindo excelência médica, alta tecnologia e hospitalidade reconhecida. A instituição oferece uma experiência de parto com os mais altos padrões de qualidade e segurança, em um ambiente sofisticado e projetado para garantir conforto e privacidade.

