O seu bebê pode ter Plagiocefalia ou Braquicefalia

As deformidades cranianas são detectadas clinicamente, sendo importante que o pediatra inclua, na inspeção da cabeça da criança, a visualização a partir do topo, incidência em que mais facilmente se vê o paralelogramo. Os exames de imagem ficam reservados à investigação de outras hipóteses diagnósticas, como a cranioestenose, caso haja dúvida quanto à etiologia da deformidade.

1. A Braquicefalia – Achatamento occipital bilateral – resulta da fusão prematura das suturas coronais, descreve um crânio de forma mais curta que o normal para a espécie. Nos seres humanos, a condição é conhecida popularmente como síndrome de cabeça chata. O achatamento do crânio de um bebê pode ocorrer ainda no útero da mãe se, por exemplo, não houver líquido amniótico suficiente para amortecer o bebê, tende a acontecer em nascimentos múltiplos, quando os gêmeos se comprimem uns contra os outros dentro do útero. Os bebês prematuros são mais propensos a ter um crânio deformado ao serem comprimidos pelo canal do parto quando seus crânios ainda não estão totalmente desenvolvidos. A maioria dessas deformidades de crânio presentes ao nascimento resolve-se em aproximadamente 6 semanas após o parto

2. A Plagiocefalia – Assimetria do crânio – adquirida posteriormente ao nascimento. Na maioria dos casos, a causa das deformidades é o fato de os bebês manterem um só posicionamento em repouso. Se a deformidade é detectada precocemente (antes dos 3 meses de idade), a variação do reposicionamento pode ter um resultado eficaz e ser tentado até o 5º ou 6º mês de vida. Mas nunca esquecendo também que por outro lado, é muito importante para os bebês que eles durmam de costas, pois a postura reduz o risco de síndrome da morte súbita, ou seja, quando estiverem acordados alternar as posições, os brinquedos o máximo que for possível.

Nos dois casos acima se a deformação for leve, normalmente não precisará de tratamento ela se corrigirá sozinha, como variar bastante as posições que o bebê permanece. Para os casos mais graves existem capacetes terapêuticos e somente nesses casos eles deverão ser usados e nos casos gravíssimos (raros) poderá ser recorrer a cirurgia

Fontes:

https://www.abc.med.br/

https://www.scielo.br/

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