Antes da Volta às Aulas

Antes da volta às aulas: por que este é o momento ideal para atualizar a caderneta de vacinação das crianças?

A recente aprovação de uma nova vacina contra a gripe pela Anvisa e o desafio de ampliar as coberturas vacinais no país tornam este um momento estratégico para colocar o calendário infantil em dia.

As férias escolares costumam alterar completamente a rotina das famílias. Entre viagens, passeios e compromissos em família, consultas médicas e vacinas frequentemente acabam sendo adiadas. Mas com a volta às aulas se aproximando, este é um momento importante para conferir a caderneta de vacinação das crianças e atualizar eventuais doses pendentes antes do retorno à convivência diária nas escolas.

O tema ganha ainda mais relevância diante da recente aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Fluprevli, nova vacina trivalente contra os vírus influenza A e B. Indicada para pessoas a partir dos seis meses de idade, a vacina amplia as opções disponíveis para prevenção da gripe e reforça a importância da imunização, especialmente entre crianças pequenas, um dos grupos mais vulneráveis às complicações causadas pela doença.  

O momento também coincide com um cenário positivo para a vacinação no país. Relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostrou que o Brasil reduziu em quase 90% o número de crianças “zero-dose” entre 2023 e 2025. Apesar desse avanço, vacinas do calendário infantil, como as contra poliomielite e tríplice viral, além dos reforços contra difteria, tétano e coqueluche, ainda não alcançam a meta de cobertura de 95% estabelecida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), tornando a revisão da caderneta uma medida importante antes da volta às aulas.

“A volta às aulas representa um aumento natural do contato entre as crianças e, consequentemente, da circulação de vírus respiratórios e outras doenças infecciosas. Antes do retorno à escola, vale conferir se a caderneta está atualizada e conversar com o pediatra ou infectologista sobre possíveis doses em atraso. A vacinação continua sendo uma das medidas mais eficazes para prevenir doenças e proteger não apenas a criança, mas toda a comunidade escolar”, afirma a Dra. Rosana Richtmann, infectologista do laboratório Exame (DF), marca da Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil. 

Confira quatro motivos para aproveitar o período que antecede a volta às aulas para revisar a vacinação infantil:

1. As férias podem ter adiado alguma vacina

Viagens, passeios e mudanças na rotina fazem com que muitas famílias deixem consultas e vacinas para depois. Antes do retorno às aulas, vale verificar se todas as doses previstas para a idade foram aplicadas e se existe algum reforço pendente. Para o Dr. Guenael Freire, infectologista do laboratório Lustosa, em Minas Gerais, seguir o calendário vacinal é a forma mais eficaz de prevenir doenças imunopreveníveis e reduzir o risco de surtos.

2. Os reforços também fazem parte da proteção

Embora as primeiras vacinas sejam concentradas nos primeiros meses de vida, o calendário infantil continua prevendo doses e reforços importantes nos anos seguintes. Entre eles estão os reforços contra difteria, tétano, coqueluche e poliomielite, além do tríplice viral e da vacina contra a influenza, recomendada anualmente para os grupos indicados pelo Ministério da Saúde. Aproveitar o período que antecede a volta às aulas para revisar a caderneta ajuda a garantir que essas etapas da imunização sejam cumpridas.

“O primeiro ano de vida costuma receber bastante atenção das famílias porque concentra várias consultas pediátricas. Depois desse período, é comum que a rotina fique menos frequente e os reforços acabem sendo adiados. O problema é que essas doses são fundamentais para manter a proteção contra doenças que continuam circulando, como sarampo, coqueluche e poliomielite”, explica o Dr. Alberto Chebabo, infectologista do Alta Diagnósticos, no Rio de Janeiro.

3. Vai viajar antes do fim das férias? Aproveite para revisar a vacinação

Muitas famílias aproveitam o período de férias para viajar. Antes do embarque, vale verificar se o destino exige ou recomenda alguma vacina específica. No Brasil, quem viaja para áreas com recomendação para febre amarela deve conferir se está imunizado com antecedência. Já em viagens internacionais, alguns países podem solicitar o Certificado Internacional de Vacinação ou recomendar imunizantes como febre amarela, poliomielite ou meningocócica, conforme o destino e o cenário epidemiológico.

Além da documentação necessária, consultar as orientações de vacinação antes da viagem ajuda a reduzir o risco de exposição a doenças preveníveis e evita contratempos na entrada em alguns países. Para o Dr. Alberto Chebabo, quem vai viajar deve verificar com antecedência se o destino possui alguma recomendação ou exigência vacinal. Em alguns casos, como a febre amarela, a vacina precisa ser aplicada pelo menos dez dias antes da viagem para garantir proteção e, quando necessário, a emissão do Certificado Internacional de Vacinação. Quando necessário, a vacinação também pode ser realizada em domicílio, ampliando as possibilidades de acesso ao serviço antes do embarque.

4. Quando falta tempo, o atendimento domiciliar pode facilitar a vacinação

Com o segundo semestre se aproximando, muitas famílias conciliam trabalho, organização da casa e preparação para a volta às aulas. Nesses casos, o atendimento domiciliar pode facilitar a atualização da caderneta ao permitir que a vacinação seja realizada mediante agendamento prévio, na própria residência, reduzindo deslocamentos e tempo de espera.

Segundo Fernanda Fares, Diretora de Operações e Negócios da Dasa, a busca por serviços mais acessíveis acompanha uma mudança no comportamento das famílias.

“A vacinação infantil depende, muitas vezes, da organização da rotina familiar. O atendimento domiciliar oferece uma alternativa para facilitar esse acesso, permitindo que pais e responsáveis atualizem a caderneta das crianças com comodidade e segurança, sem que a falta de tempo se torne um obstáculo para um cuidado tão importante.”

Fonte: Dra. Rosana Richtmann, infectologista do laboratório Exame (DF), marca da Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil. – Dr. Guenael Freire, infectologista do laboratório Lustosa, em Minas Gerais – Dr. Alberto Chebabo, infectologista do Alta Diagnósticos, no Rio de Janeiro. Fernanda Fares, Diretora de Operações e Negócios da Dasa

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